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terça-feira, 24 de abril de 2012

Quero ter um filho


Certa vez Luis se depara com seu pai lhe dizendo que dentre os dele ele era o único que faltava a lhe dar um neto.

A primeira reação a isso foi uma risada discreta, dai percebera a face séria. Começou então a refletir no assunto e se depareou com outras questões mais complexas que simplesmente "quero ter um filho?".

Luis pensava que como não teve um bom exemplo de pai não poderia ser um bom pai também, pois acabaria mimando demais a criança dando-lhe tudo que seu pai não o deu. Acabou deixando isso de lado quando se lembrou de alguns bons exemplos, descartando assim essa desculpa.
"- Pra que deveria deixar no mundo uma sequência genética? O mundo está estranho demais para um filho meu! Tantas guerras, ódio, preconceito, indiferença, hipocrisia... etc... etc..."
Para Luis o mundo ainda haverá de ser um bom lugar, mas até lá pra que arriscar o que lhe seria (um dia) de mais precioso? Preferia não dar brecha ao destino, afinal, se pode evitar...
- Mas espera um pouco...

domingo, 27 de março de 2011

Disco arranhado

Ela deixou de sonhar jojocano triste.
Veio dizer que tinha desistido, mas ela queria, podia e tentava...
Deixou de voar jojocando triste, alegre sei lá...
Agora inventou de deixar tudo pra la, mas ela queria, podia e fazia tudo a ca.
Falei, repeti, refiz passos pra lá. Refiz, falei, repeti os sonhos dela, pois ela queria, podia, e tentava a ca.
Ela seguiu os seus sonhos e foi até lá, Para voltar e mostrar seus pais de ca.
Pois ela queria, podia e foi ate lá.
Ela queria, pudia e foi ate lá, jojocando de tanto chorar...
Ela queria, pudia e foi ate lá chorando de tanto jojocar...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dream on (persista)


Luiz nunca deixou de acreditar que um dia o encontraria. Passou anos de sua vida correndo atrás do que pensava ser o melhor para si. E fui em uma dessas jornadas que viu-se encurralado em um jogo de intrigas, indecisões e novas esperiências. Ir ou não para Belo Horizonte? Meus amigos que ficam entederão? Luiz pensou que já havia se perdido tanto que uma viagem a mais não faria mal. O problema era que todas as viagens criavam novos problemas para acobertar os anteriores.

Dois, três anos se passam, e ele ainda vaga pelas penumbras de cidades bonitas, sempre se escondendo de seu maior medo/problema, ele mesmo.