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terça-feira, 24 de abril de 2012

Quero ter um filho


Certa vez Luis se depara com seu pai lhe dizendo que dentre os dele ele era o único que faltava a lhe dar um neto.

A primeira reação a isso foi uma risada discreta, dai percebera a face séria. Começou então a refletir no assunto e se depareou com outras questões mais complexas que simplesmente "quero ter um filho?".

Luis pensava que como não teve um bom exemplo de pai não poderia ser um bom pai também, pois acabaria mimando demais a criança dando-lhe tudo que seu pai não o deu. Acabou deixando isso de lado quando se lembrou de alguns bons exemplos, descartando assim essa desculpa.
"- Pra que deveria deixar no mundo uma sequência genética? O mundo está estranho demais para um filho meu! Tantas guerras, ódio, preconceito, indiferença, hipocrisia... etc... etc..."
Para Luis o mundo ainda haverá de ser um bom lugar, mas até lá pra que arriscar o que lhe seria (um dia) de mais precioso? Preferia não dar brecha ao destino, afinal, se pode evitar...
- Mas espera um pouco...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

De(este) outro mundo

Quando Pedro chegou à capital achou que tudo seria “normal” como em sua cidade pequena, mas logo ao pisar nela percebeu tudo muito estranho.
Logo que desembarcou da rodoviária viu algo que o chocou pro resto de sua vida. As pessoas tinham cada um dois braços e duas pernas! –Como é possível? Pedro estava indignado. Não havia rampas, assentos reservados, as multidões se abriam como o Mar Negro diante de Moisés, totalmente confuso e desnorteado tentava andar sem se sentir constrangido até chegar ao taxi, mas mal conseguia dar um passo sem alguém oferecer para carregar sua bagagem. Era tudo muito estranho, ninguém usava muletas, nem cadeiras, todos enxergavam muito bem. –Deus! Aonde vim parar? Essas pessoas são muito estranhas. Como será que consegue andar assim, sem uma muleta? Como é que conseguem manipular bem os dois braços sem se enrolarem? Será que conseguem dirigir um carro com segurança? Como será que tomam banho sem escorregar? Como se reproduzem? Será que se reproduzem sem ciência? Estou começando a ficar enojado. De repente se depara com uma “dessas” pessoas, e tinha tanto medo de machucá-la que abriu espaço para que ela pudesse passar. Quando deu por si, já estava em casa. Sozinho e mais confuso que nunca, resolveu deitar-se.
No dia seguinte acordou como de um longo sono. – Nossa! Que coisa estranha! Ao sair na rua viu o rapaz sem perna que via todos os dias, e pela primeira vez o viu como mais um na multidão, aquela que se abria a sua frente.